Hoje, com a autorização do autor, meu amigo Natã, copio um artigo que saiu na revista "Meio Filtrante".
Natã deve ter coordenado mais de 300 "Eventos Kaizen de 5 Dias" quando era gerente de Melhoria Contínua em um grande (bota grande nisso; é a maior da América do Sul) fabricante de filtros automotivos no Brasil. Eu devo ter feito uns 60.
O artigo é dirigido a empresários que querem continuar ativos depois da crise.
A Toyota também passou por crise muito forte em 1950.
A Toyota também passou por crise muito forte em 1950.
A dor pode salvar pessoas e empresas. Sabem muito bem os meus amigos do BNI (Business Network International) que são médicos, dentistas e advogados.
Por Natã Teodoro de Lima
O processo de evolução sempre desafiou o homem, pois sair da
zona de conforto é experimentar o novo, enfrentar o desconhecido e superar
nossos limites, sempre.
A indústria brasileira passa por um momento de incertezas. É
comum ouvir em conversas entre executivos e acionistas comentários que
demonstram a preocupação com o rumo do país, e podemos observar também as
matérias publicadas pela imprensa com a mesma falta de perspectiva.
Economistas e comentaristas jornalísticos vêm
apresentando cenários que não são dos melhores, afinal os indicadores
econômicos dos institutos renomados de nosso país apontam números, no mínimo,
preocupantes.
Surge uma pergunta, o que fazer?
Afinal, o Brasil, até alguns anos atrás (2010)
estava vivendo a euforia de receber grandes eventos internacionais, com a
indústria produzindo bem, ao ponto de falarmos em “apagão” de mão de obra.
Naquele momento tudo parecia bem, pois estávamos cercados de
otimismo, o mundo nos observando para entender o nosso sucesso.
Cinco anos depois somos objeto de preocupação,
afinal, o que vai acontecer? É sabido que no Brasil existem inúmeros problemas
que tornam nossos produtos caros, alta alíquota de impostos, excesso de
tributação afetando o custo direto da produção, sem contar com a fragilidade da
infraestrutura de nossas estradas, portos e aeroportos, onde a questão
logística agrava nossa situação.
Infelizmente muitos de nossos problemas vêm do sistema
político, modelo de gestão pública que tudo indica, não vai mudar de imediato.
Mas a pergunta continua, o que fazer?
Ao recorrermos a literaturas que tratam o assunto (Magee David
– O segredo da Toyota; Shingo Shigeo - O Sistema Toyota de Produção) e outras,
veremos o case de sucesso do Japão, um país devastado pela segunda guerra
mundial, com a economia desacreditada, mergulhada em dificuldades econômicas.
Porém a história nos conta mais, mostrando que a crise tornou-se oportunidade
de melhoria.
Talvez a cultura oriental estivesse nos ensinando alguma
coisa. Que a crise é uma oportunidade de melhorarmos, afinal, somos forçados a
sair da zona de conforto, encarar o desconhecido e fazermos diferente.
Há alguns anos aprendi que gestão bem sucedida passa por
processo de melhoria contínua, técnicas de administração japonesa, como Kaizen
- Melhoria Contínua (Kai – mudar, e Zen – para melhor).
O Kaizen foi uma das ferramentas que revolucionou a indústria
japonesa, tornando seus processos e produtos em uma condição diferenciada, com
reconhecimento mundial.
Os acionistas e executivos brasileiros têm neste momento a
oportunidade de fazer desta crise e das incertezas um exercício diferenciado:
lançarem-se na jornada para a Melhoria Contínua. Diz-se esforço porque esse
processo é longo e requer mudanças da cultura organizacional, onde a alta
administração, média gerência e os colaboradores da base têm como desafio
constante melhorar seus processos, seja na gestão ou na operação.
Para obter resultados diferenciados é necessário adotar uma
postura diferenciada! O que temos feito de diferente?
Somente é possível esta mudança quando a alta direção, média
gerência e a base (colaboradores) estejam aliados e focados na melhoria do
negócio, cada um dentro de suas responsabilidades e atribuições.
Uma organização que tem como premissa a evolução dos negócios
deve investir de forma equilibrada, nas Pessoas e nos Processos, pois é desta
forma que o Resultado é alcançado.
Um resultado insatisfatório requer análise através de um
diagnóstico onde possa ser analisado o Gap (espaço, lacuna) entre Pessoas
(Recursos humanos disponíveis), Processos (Recursos Técnicos e Método de
Trabalho) e Resultados.
Atualmente, mesmo diante das incertezas, podemos encontrar
organizações preocupadas em “arrumar a casa” estruturando seus processos de
forma a garantir a retomada do crescimento, saindo na frente de seus
concorrentes e obtendo o crescimento sólido, a visão da maioria das grandes
organizações.
Acreditamos que aquelas organizações que, neste momento,
estiverem se preparando, olhando para o cenário atual como uma oportunidade de
melhoria, e se planejando de forma estruturada, estarão no caminho certo para
obterem resultados diferenciados.
O mercado apresenta inúmeras ferramentas que auxiliam a
melhoria de processos eliminando desperdícios, no entanto o desafio é construir
e estruturar estratégias adequadas para o negócio, ou seja, buscar a Melhoria
da Produtividade: fazer mais com menos e adequar a quantidade dos recursos para
se produzir o que é realmente necessário.
Acreditamos em diversas ferramentas como suporte e apoio à
Melhoria Contínua: Kaizen, 5S e Gerenciamento Visual, Just in Time, Six Sigma,
A3, CCQ, Programas de Sugestão, TPM, PDCA, etc. São inúmeras ferramentas
disponíveis para aqueles que buscam melhorar seus processos, mas o mais importante
é entender o momento e a dosagem adequada de investir esforço em cada uma
delas, com base em uma visão ampla do negócio, sem “modismos”.
Uma vez que a sua organização acreditar que a Melhoria
Contínua é estratégica, que é a garantia da sobrevivência do negócio, ela terá
dado um fundamental passo rumo ao sucesso!
Certamente quando a administração pública entender a
importância de se eliminar desperdícios causados pela má gestão de nossas
estradas, aeroportos, portos, a alta carga tributária, burocracia, e outros
aspectos que tornam oneroso o famoso “custos Brasil”, as organizações que
estiverem fazendo “seu dever de casa” sairão na frente, colocando-se em
condição diferenciada de competitividade.
Portanto façamos deste momento a oportunidade de melhorar
nossos negócios! Mãos à obra e sucesso a todos!
Natã Teodoro de Lima
Sigma Lean – Consultoria em Gestão
Cel. (11)95231-5530
Email nata@sigmalean.com.br
www.sigmalean.com.br
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