Eu assisti a uma audiência pública no Senado com representantes de trabalhadores e de empresários, estes a favor e aqueles contra a permissão de terceirizar trabalhos chamados fins. A fala de Cristovam Buarque foi uma das melhores.
Acho que os trabalhadores vão perder, mas o Brasil, para ter competitividade, precisa investir forte na educação, treinamento e implantação das técnicas do Lean Manufacturing.
No Japão há terceirização sim, como muitos "dekaseguis" trabalham. Mas o que torna as empresas competitivas é evitar os desperdícios. E eu vejo muito pelo nosso país!
segunda-feira, 27 de julho de 2015
sexta-feira, 17 de julho de 2015
PROGRAMA DE SUGESTÕES
Por que será que os Programas de Sugestões não funcionam?
Nos meus quase 50 anos de vida profissional (26 + 23) vi muitas caixinhas para receber sugestões de funcionários vazias, sem nada.
Por outro lado vi algumas empresas que recebiam tantas sugestões boas que o presidente de uma delas um dia me chamou de lado, durante um evento de apresentação e premiação, e falou que gostaria de dar um carro "Zero" no próximo ano para o primeiro colocado..
Uma semana depois voltei com a solução:
como pode haver conflitos se as diferenças de pontos forem pequenas, sugeri dividir o valor de um carro "Zero" entre todos os que deram mais de 10 sugestões aprovadas e executadas.
Resultado: todos ficaram satisfeitos: empresa, colaboradores (até os terceiros participavam) e os clientes.
Qual o segredo dessa diferença?
Simples: empatia e respeito às pessoas.
- Respeito ouvindo as sugestões;
- Reconhecendo e premiando a iniciativa deles de participarem (tem empresa que dá uma caneta para cada sugestão;
- Não demorando para analisar, aprovar/rejeitar e executar as sugestões.
A Toyota nomeou os 7 desperdícios, mas eu acrescentei mais alguns e um deles é "Não aproveitar a inteligência, o cérebro de seus colaboradores".
Há um grande fabricante de tratores que TODOS têm que dar pelo menos 5 sugestões de melhoria (Kaizen) por mês!
Empresários e gerentes/supervisores:
sua mão de obra também tem cérebro!
Aproveite. Vocês já pagam por eles.
Hiroaki Kokudai
hirokok@uol.com.br
quinta-feira, 16 de julho de 2015
KAIZEN: ESTRATÉGIA PARA A SOBREVIVÊNCIA DO NEGÓCIO
Hoje, com a autorização do autor, meu amigo Natã, copio um artigo que saiu na revista "Meio Filtrante".
Natã deve ter coordenado mais de 300 "Eventos Kaizen de 5 Dias" quando era gerente de Melhoria Contínua em um grande (bota grande nisso; é a maior da América do Sul) fabricante de filtros automotivos no Brasil. Eu devo ter feito uns 60.
O artigo é dirigido a empresários que querem continuar ativos depois da crise.
A Toyota também passou por crise muito forte em 1950.
A Toyota também passou por crise muito forte em 1950.
A dor pode salvar pessoas e empresas. Sabem muito bem os meus amigos do BNI (Business Network International) que são médicos, dentistas e advogados.
Por Natã Teodoro de Lima
O processo de evolução sempre desafiou o homem, pois sair da
zona de conforto é experimentar o novo, enfrentar o desconhecido e superar
nossos limites, sempre.
A indústria brasileira passa por um momento de incertezas. É
comum ouvir em conversas entre executivos e acionistas comentários que
demonstram a preocupação com o rumo do país, e podemos observar também as
matérias publicadas pela imprensa com a mesma falta de perspectiva.
Economistas e comentaristas jornalísticos vêm
apresentando cenários que não são dos melhores, afinal os indicadores
econômicos dos institutos renomados de nosso país apontam números, no mínimo,
preocupantes.
Surge uma pergunta, o que fazer?
Afinal, o Brasil, até alguns anos atrás (2010)
estava vivendo a euforia de receber grandes eventos internacionais, com a
indústria produzindo bem, ao ponto de falarmos em “apagão” de mão de obra.
Naquele momento tudo parecia bem, pois estávamos cercados de
otimismo, o mundo nos observando para entender o nosso sucesso.
Cinco anos depois somos objeto de preocupação,
afinal, o que vai acontecer? É sabido que no Brasil existem inúmeros problemas
que tornam nossos produtos caros, alta alíquota de impostos, excesso de
tributação afetando o custo direto da produção, sem contar com a fragilidade da
infraestrutura de nossas estradas, portos e aeroportos, onde a questão
logística agrava nossa situação.
Infelizmente muitos de nossos problemas vêm do sistema
político, modelo de gestão pública que tudo indica, não vai mudar de imediato.
Mas a pergunta continua, o que fazer?
Ao recorrermos a literaturas que tratam o assunto (Magee David
– O segredo da Toyota; Shingo Shigeo - O Sistema Toyota de Produção) e outras,
veremos o case de sucesso do Japão, um país devastado pela segunda guerra
mundial, com a economia desacreditada, mergulhada em dificuldades econômicas.
Porém a história nos conta mais, mostrando que a crise tornou-se oportunidade
de melhoria.
Talvez a cultura oriental estivesse nos ensinando alguma
coisa. Que a crise é uma oportunidade de melhorarmos, afinal, somos forçados a
sair da zona de conforto, encarar o desconhecido e fazermos diferente.
Há alguns anos aprendi que gestão bem sucedida passa por
processo de melhoria contínua, técnicas de administração japonesa, como Kaizen
- Melhoria Contínua (Kai – mudar, e Zen – para melhor).
O Kaizen foi uma das ferramentas que revolucionou a indústria
japonesa, tornando seus processos e produtos em uma condição diferenciada, com
reconhecimento mundial.
Os acionistas e executivos brasileiros têm neste momento a
oportunidade de fazer desta crise e das incertezas um exercício diferenciado:
lançarem-se na jornada para a Melhoria Contínua. Diz-se esforço porque esse
processo é longo e requer mudanças da cultura organizacional, onde a alta
administração, média gerência e os colaboradores da base têm como desafio
constante melhorar seus processos, seja na gestão ou na operação.
Para obter resultados diferenciados é necessário adotar uma
postura diferenciada! O que temos feito de diferente?
Somente é possível esta mudança quando a alta direção, média
gerência e a base (colaboradores) estejam aliados e focados na melhoria do
negócio, cada um dentro de suas responsabilidades e atribuições.
Uma organização que tem como premissa a evolução dos negócios
deve investir de forma equilibrada, nas Pessoas e nos Processos, pois é desta
forma que o Resultado é alcançado.
Um resultado insatisfatório requer análise através de um
diagnóstico onde possa ser analisado o Gap (espaço, lacuna) entre Pessoas
(Recursos humanos disponíveis), Processos (Recursos Técnicos e Método de
Trabalho) e Resultados.
Atualmente, mesmo diante das incertezas, podemos encontrar
organizações preocupadas em “arrumar a casa” estruturando seus processos de
forma a garantir a retomada do crescimento, saindo na frente de seus
concorrentes e obtendo o crescimento sólido, a visão da maioria das grandes
organizações.
Acreditamos que aquelas organizações que, neste momento,
estiverem se preparando, olhando para o cenário atual como uma oportunidade de
melhoria, e se planejando de forma estruturada, estarão no caminho certo para
obterem resultados diferenciados.
O mercado apresenta inúmeras ferramentas que auxiliam a
melhoria de processos eliminando desperdícios, no entanto o desafio é construir
e estruturar estratégias adequadas para o negócio, ou seja, buscar a Melhoria
da Produtividade: fazer mais com menos e adequar a quantidade dos recursos para
se produzir o que é realmente necessário.
Acreditamos em diversas ferramentas como suporte e apoio à
Melhoria Contínua: Kaizen, 5S e Gerenciamento Visual, Just in Time, Six Sigma,
A3, CCQ, Programas de Sugestão, TPM, PDCA, etc. São inúmeras ferramentas
disponíveis para aqueles que buscam melhorar seus processos, mas o mais importante
é entender o momento e a dosagem adequada de investir esforço em cada uma
delas, com base em uma visão ampla do negócio, sem “modismos”.
Uma vez que a sua organização acreditar que a Melhoria
Contínua é estratégica, que é a garantia da sobrevivência do negócio, ela terá
dado um fundamental passo rumo ao sucesso!
Certamente quando a administração pública entender a
importância de se eliminar desperdícios causados pela má gestão de nossas
estradas, aeroportos, portos, a alta carga tributária, burocracia, e outros
aspectos que tornam oneroso o famoso “custos Brasil”, as organizações que
estiverem fazendo “seu dever de casa” sairão na frente, colocando-se em
condição diferenciada de competitividade.
Portanto façamos deste momento a oportunidade de melhorar
nossos negócios! Mãos à obra e sucesso a todos!
Natã Teodoro de Lima
Sigma Lean – Consultoria em Gestão
Cel. (11)95231-5530
Email nata@sigmalean.com.br
www.sigmalean.com.br
terça-feira, 14 de julho de 2015
ESSÊNCIA DOS 5S
Foi durante o curso (uma semana) com o "sensei" Nakata, sobre os "Novos 5" que vários consultores fizeram em 1993 no Instituto de Engenharia em São Paulo, que entendi a verdadeira essência dos 5S.
Isso é contado nas últimas páginas do livro citado abaixo.
Como já escrevi, para quem quiser enviarei um página escaneada.
Trata-se de empatia, de organizar e deixar tudo limpinho, não só para mim, mas para o colega, o próximo, o cliente, a razão de ser de um empreendimento, por menor que seja.
Aqui em Diadema/SP, vejo vendedores de mandioca (geralmente junto com banana, por que?) empurrando carrinhos e portando uma balança. Mesmo eles, precisam atender bem um cliente. Se vender mandioca ruim, ninguém mais vai comprar dele. Se ele sujar a calçada, vai ser mal visto pelos clientes.
Isso é contado nas últimas páginas do livro citado abaixo.
Como já escrevi, para quem quiser enviarei um página escaneada.
Trata-se de empatia, de organizar e deixar tudo limpinho, não só para mim, mas para o colega, o próximo, o cliente, a razão de ser de um empreendimento, por menor que seja.
Aqui em Diadema/SP, vejo vendedores de mandioca (geralmente junto com banana, por que?) empurrando carrinhos e portando uma balança. Mesmo eles, precisam atender bem um cliente. Se vender mandioca ruim, ninguém mais vai comprar dele. Se ele sujar a calçada, vai ser mal visto pelos clientes.
Afinal a vida se torna melhor para todos se cada um respeitar o outro. Se houver empatia.
Durante uma cerimônia do chá aprendi nuances do ritual que revelam a importância de se pensar no outro. Aliás, dia 16 de agosto de 2015 (domingo), haverá em São Paulo, perto da praça da Arvore onde uma professora japonesa vai mostrar suas alunas fazendo e servindo o chá. Quem quiser participar, deverá me avisar. Vagas muito limitadas!
Entenda, beba o conceito na fonte!
sexta-feira, 10 de julho de 2015
LIVRO DO "sensei" NAKATA
Em 2000,
o prof. Kenji Nakata, consultor japonês que nos ministrou um curso sobre os
"Novos 5", no Instituto de Engenharia, em São Paulo, publicou um
livro sobre o tema que ele domina como poucos no mundo. Ele foi consultor do JICA (Japan International Cooperation Agency) e deu consultorias e palestras na Russia, Singapura, Malásia, Coréia, Argentina, Brasil entre outros.
Apesar de
estar esgotado, muitos sebos ainda o têm. Recomendo sua leitura fortemente, pois foi ele
que, em 1986, no Japão, foi o responsável por escrever sobre o mais
importante dos "S", o quinto, pois aí está a essência dos "5S". No final do livro ele conta exemplos muito profundos.
Quem quiser, me peçam que enviarei páginas escaneadas.
Nem eu sabia disso e poucos sabem que dentro do quinto "S" existe a empatia também.
Abaixo
algumas palavras dele e de pessoas que o conhecem.
"Administrar
recursos humanos e materiais não é fácil. Muito menos ainda administrá-los de
forma que resultem num produto perfeito. Este livro propõe a utilização máxima
do potencial e da experiência dos colaboradores, de forma que a disciplina seja
encarada como o suporte para a higiene, a ordenação, a limpeza e a arrumação.
Fazer o colaborador sentir-se construtor da imagem da empresa e, assim,
responsável pelo papel que nela desempenha, eis a arma para valorizar qualquer
programa de qualidade."
Kenji Nakata
A seguir, opinião de algumas pessoas de importantes setores:
"Muitos são os técnicos e engenheiros competentes no desenvolvimento e aplicação das tecnologias, como também muitos os executivos e profissionais de RH com sensibilidade e talento para a gestão de pessoas. Contudo, raros são aqueles que, como o engenheiro Kenji Nakata, sabem construir com visão, desenvoltura e determinação as pontes entre os aspectos técnicos e humanos nas organizações. Um conjunto de ideias, exemplos, experiências e recomendações, esta obra representa o firme propósito do autor de ajudar as empresas brasileiras no desafio de reduzir as perdas e aumentar a competitividade, superando o simples compartilhar de seu saber e de sua competência."
Dario Miyake, Professor Doutor da Escola Politécnica da USP e membro do Conselho da Sociedade São Paulo AOTS Alumni e do Instituto de OFD e Gestão de Desenvolvimento de Produto.
"Eliminação de desperdício, criatividade e disciplina no meio produtivo e no lar são resultados de mensagens práticas com que o professor Nakata contribuiu com sucesso nas missões oficiais do governo japonês em diversos países, inclusive no Brasil, onde decidiu morar. Este é o primeiro de uma série de livros com os quais pretende retribuir o calor e entusiasmo com que foi aqui recebido. Seu grande objetivo é canalizar a capacidade de improvisação e comunicação do brasileiro em criatividade disciplinada."
A. Okabayashi, gerente da Construções e Comércio Camargo Corrêa S.A.
"Unindo a sabedoria do Oriente à criatividade brasileira, o professor Nakata aprofunda o conceito dos Novos 5S mostrando que sua aplicação é imprescindível para as empresas de classe mundial. Trata-se de uma leitura obrigatória para todos aqueles que se interessam pelas técnicas da qualidade."
Nestor Soares Tupinambá, Coordenador da Divisão de Transportes do Instituto de Engenharia, assessor técnico da Gerência de Projetos do Metrô de São Paulo e conselheiro da AOTS.
quarta-feira, 8 de julho de 2015
KAIZEN
O que está escondido no "kanji" (ideograma japonês = chinês) da palavra KAIZEN?
Hoje eu quero compartilhar uma coisa que eu não sabia anos atrás.
Vejam esta figura:
Esta parte ("KAI") significa "mudança".
O interessante é que a parte esquerda significa "eu mesmo" ("self", em inglês) e na parte direita notam-se dois chicotes, significando que, se V. quer mudar, deve se mudar antes! E isso, muitas vezes, é doloroso! (Não é verdade? Para a maioria das pessoas é!). Gandhi já falou: "Quer mudar o mundo? Mude a si mesmo, antes!".
A parte inferior significa "uma coisa boa", "para o melhor".
Até a próxima, Hiroaki.
Hoje eu quero compartilhar uma coisa que eu não sabia anos atrás.
Vejam esta figura:
O interessante é que a parte esquerda significa "eu mesmo" ("self", em inglês) e na parte direita notam-se dois chicotes, significando que, se V. quer mudar, deve se mudar antes! E isso, muitas vezes, é doloroso! (Não é verdade? Para a maioria das pessoas é!). Gandhi já falou: "Quer mudar o mundo? Mude a si mesmo, antes!".
A parte inferior significa "uma coisa boa", "para o melhor".
Isso me foi contado pelo sul africano nascido no Japão (Hokkaido,
lá no norte frio), Brad Schimdt, que, junto com o americano nascido lá também,
o Jon Miller, fundou a consultoria Gemba Research, onde tive o prazer de
trabalhar como diretor no Brasil.
Brad explica isso, em Inglês muito rápido, neste curto video:
segunda-feira, 6 de julho de 2015
NOVO INÍCIO
Voltando a publicar um Blog, começo mostrando fotos tiradas depois de eventos chamados "Kaizen de 5 Dias" ou "Blitz Kaizen" . Kaizen significa melhoria, em japonês. São fotos em várias fábricas como a Philips de Manaus e da Terra do Fogo (Argentina).
Nesses eventos, as pessoas do "piso da fábrica" participam dando sugestões de melhoria de seus próprios trabalhos e os resultados obtidos em uma semana são surpreendentes deixando a diretoria muito satisfeita. Todos ganham! Aprendi a fazer Kaizen com meu amigo Jairo Ramalho (www.maximapro.com.br), ex presidente de uma grande consultoria mundial. Depois, eu fui o MD (Managing Director) de outra consultoria mundial, criada por um americano que nasceu no Japão, o Jon Miller. Em seguida trabalhei em outra grande consultoria com filiais em mais de 25 países, criada pelo famoso Masaaki Imai, que escreveu o livro "Kaizen", em 1986. Aprendi muito com todos eles. Muito obrigado, "senseis".
Estou aprendendo a mexer com blogs.
A gente só aprende se praticar.
Hoje, aos 73 anos, digo que a prática é até mais importante que a teoria. Só a teoria não serve para nada. A prática sem a teoria já é alguma coisa. Também digo que é melhor fazer alguma coisa que ficar só planejando, planejando, planejando.
A gente só aprende se praticar.
Hoje, aos 73 anos, digo que a prática é até mais importante que a teoria. Só a teoria não serve para nada. A prática sem a teoria já é alguma coisa. Também digo que é melhor fazer alguma coisa que ficar só planejando, planejando, planejando.
Quem quiser entrar no meu site, onde há mais materiais interessantes:
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