segunda-feira, 14 de dezembro de 2015

GESTÃO VISUAL NA UFRGS com apoio da ISOFLEX

No dia 11 de dezembro de 2015, graças a uma parceria com a ISOFLEX, líder nacional em materiais para Gestão Visual (agradeço ao Humberto e a Carolina), colaborei com a UFRGS em Porto Alegre, através do professor Tarcisio Abreu Saurin (expert em Lean), dando um curso para 60 pessoas sobre "GESTÃO À VISTA EM AMBIENTE LEAN".
Como a Gestão Visual é muito importante para o Lean, o curso de 8 horas abrangeu quase todas as ferramentas do Lean Manufacturing.

Na foto acima estou no meio da equipe de apoio da ISOFLEX  e da UFRGS-Curso de Engenharia de Produção.  A ISOFLEX montou um laboratório com vários painéis que servirão para explicar na prática ferramentas como o Kanban, "Espinha de Peixe" e até o Kamishibai (auditoria escalonada).
Entre os alunos havia profissionais da Gerdau, Gedore, Palfinder, Souza Cruz, Irwin e Bausch + Lomb. 
Alias senti que o Curso de Engenharia de Produção da UFRGS é uma das melhores no Brasil, muito ativa e tem ótimos professores, entre os quais o prof. Tarcisio. Mesmo a empresa Junior (http://eprconsultoria.com.br/ ) tem realizado projetos específicos de Lean que muitas escolas no Sudeste não tem!
Parabéns aos amigos do Sul!


segunda-feira, 27 de julho de 2015

TERCEIRIZAR OU NÃO (PLC 30/2015)

Eu assisti a uma audiência pública no Senado com representantes de trabalhadores e de empresários, estes a favor e aqueles contra a permissão de terceirizar trabalhos chamados fins. A fala de Cristovam Buarque foi uma das melhores.
Acho que os trabalhadores vão perder, mas o Brasil, para ter competitividade, precisa investir forte na educação, treinamento e implantação das técnicas do Lean Manufacturing. 
No Japão há terceirização sim, como muitos "dekaseguis" trabalham. Mas o que  torna as empresas competitivas é evitar os desperdícios. E eu vejo muito pelo nosso país!


sexta-feira, 17 de julho de 2015

PROGRAMA DE SUGESTÕES

Por que será que os Programas de Sugestões não funcionam?
Nos meus quase 50 anos de vida profissional (26 + 23) vi muitas caixinhas para receber sugestões de funcionários vazias, sem nada.
Por outro lado vi algumas empresas que recebiam tantas sugestões boas que o presidente de uma delas um dia me chamou de lado, durante um evento de apresentação e premiação, e falou que gostaria de dar um carro "Zero" no próximo ano para o primeiro colocado..
Uma semana depois voltei com a solução: 
como pode haver conflitos se as diferenças de pontos forem pequenas, sugeri dividir o valor de um carro "Zero" entre todos os que deram mais de 10 sugestões aprovadas e executadas.
Resultado: todos ficaram satisfeitos: empresa, colaboradores (até os terceiros participavam) e os clientes.
Qual o segredo dessa diferença?
Simples: empatia e respeito às pessoas.
  • Respeito ouvindo as sugestões;
  • Reconhecendo e premiando a iniciativa deles de participarem (tem empresa que dá uma caneta para cada sugestão;
  • Não demorando para analisar, aprovar/rejeitar e executar as sugestões.
A Toyota nomeou os 7 desperdícios, mas eu acrescentei mais alguns e um deles é "Não aproveitar a inteligência, o cérebro de seus colaboradores".
Há um grande fabricante de tratores que TODOS têm que dar pelo menos 5 sugestões de melhoria (Kaizen) por mês!

Empresários e gerentes/supervisores:
sua mão de obra também tem cérebro! 
Aproveite. Vocês já pagam por eles.

Hiroaki Kokudai

hirokok@uol.com.br

quinta-feira, 16 de julho de 2015

KAIZEN: ESTRATÉGIA PARA A SOBREVIVÊNCIA DO NEGÓCIO

Hoje, com a autorização do autor, meu amigo Natã, copio um artigo que saiu na revista "Meio Filtrante".
Natã deve ter coordenado mais de 300 "Eventos Kaizen de 5 Dias" quando era gerente de Melhoria Contínua em um grande (bota grande nisso; é a maior da América do Sul) fabricante de filtros automotivos no Brasil. Eu devo ter feito uns 60.
O artigo é dirigido a empresários que querem continuar ativos depois da crise. 
A Toyota também passou por crise muito forte em 1950.
A dor pode salvar pessoas e empresas. Sabem muito bem os meus amigos do BNI (Business Network International) que são médicos, dentistas e advogados.

Por Natã Teodoro de Lima
O processo de evolução sempre desafiou o homem, pois sair da zona de conforto é experimentar o novo, enfrentar o desconhecido e superar nossos limites, sempre.
A indústria brasileira passa por um momento de incertezas. É comum ouvir em conversas entre executivos e acionistas comentários que demonstram a preocupação com o rumo do país, e podemos observar também as matérias publicadas pela imprensa com a mesma falta de perspectiva.
Economistas e comentaristas jornalísticos vêm apresentando cenários que não são dos melhores, afinal os indicadores econômicos dos institutos renomados de nosso país apontam números, no mínimo, preocupantes.
Surge uma pergunta, o que fazer?
Afinal, o Brasil, até alguns anos atrás (2010) estava vivendo a euforia de receber grandes eventos internacionais, com a indústria produzindo bem, ao ponto de falarmos em “apagão” de mão de obra.
Naquele momento tudo parecia bem, pois estávamos cercados de otimismo, o mundo nos observando para entender o nosso sucesso.
Cinco anos depois somos objeto de preocupação, afinal, o que vai acontecer? É sabido que no Brasil existem inúmeros problemas que tornam nossos produtos caros, alta alíquota de impostos, excesso de tributação afetando o custo direto da produção, sem contar com a fragilidade da infraestrutura de nossas estradas, portos e aeroportos, onde a questão logística agrava nossa situação.
Infelizmente muitos de nossos problemas vêm do sistema político, modelo de gestão pública que tudo indica, não vai mudar de imediato.
Mas a pergunta continua, o que fazer?
Ao recorrermos a literaturas que tratam o assunto (Magee David – O segredo da Toyota; Shingo Shigeo - O Sistema Toyota de Produção) e outras, veremos o case de sucesso do Japão, um país devastado pela segunda guerra mundial, com a economia desacreditada, mergulhada em dificuldades econômicas. Porém a história nos conta mais, mostrando que a crise tornou-se oportunidade de melhoria.
Talvez a cultura oriental estivesse nos ensinando alguma coisa. Que a crise é uma oportunidade de melhorarmos, afinal, somos forçados a sair da zona de conforto, encarar o desconhecido e fazermos diferente.
Há alguns anos aprendi que gestão bem sucedida passa por processo de melhoria contínua, técnicas de administração japonesa, como Kaizen - Melhoria Contínua (Kai – mudar, e Zen – para melhor).
O Kaizen foi uma das ferramentas que revolucionou a indústria japonesa, tornando seus processos e produtos em uma condição diferenciada, com reconhecimento mundial.
Os acionistas e executivos brasileiros têm neste momento a oportunidade de fazer desta crise e das incertezas um exercício diferenciado: lançarem-se na jornada para a Melhoria Contínua. Diz-se esforço porque esse processo é longo e requer mudanças da cultura organizacional, onde a alta administração, média gerência e os colaboradores da base têm como desafio constante melhorar seus processos, seja na gestão ou na operação.
Para obter resultados diferenciados é necessário adotar uma postura diferenciada! O que temos feito de diferente?
Somente é possível esta mudança quando a alta direção, média gerência e a base (colaboradores) estejam aliados e focados na melhoria do negócio, cada um dentro de suas responsabilidades e atribuições.
Uma organização que tem como premissa a evolução dos negócios deve investir de forma equilibrada, nas Pessoas e nos Processos, pois é desta forma que o Resultado é alcançado.
Um resultado insatisfatório requer análise através de um diagnóstico onde possa ser analisado o Gap (espaço, lacuna) entre Pessoas (Recursos humanos disponíveis), Processos (Recursos Técnicos e Método de Trabalho) e Resultados.
Atualmente, mesmo diante das incertezas, podemos encontrar organizações preocupadas em “arrumar a casa” estruturando seus processos de forma a garantir a retomada do crescimento, saindo na frente de seus concorrentes e obtendo o crescimento sólido, a visão da maioria das grandes organizações.
Acreditamos que aquelas organizações que, neste momento, estiverem se preparando, olhando para o cenário atual como uma oportunidade de melhoria, e se planejando de forma estruturada, estarão no caminho certo para obterem resultados diferenciados.
O mercado apresenta inúmeras ferramentas que auxiliam a melhoria de processos eliminando desperdícios, no entanto o desafio é construir e estruturar estratégias adequadas para o negócio, ou seja, buscar a Melhoria da Produtividade: fazer mais com menos e adequar a quantidade dos recursos para se produzir o que é realmente necessário.
Acreditamos em diversas ferramentas como suporte e apoio à Melhoria Contínua: Kaizen, 5S e Gerenciamento Visual, Just in Time, Six Sigma, A3, CCQ, Programas de Sugestão, TPM, PDCA, etc. São inúmeras ferramentas disponíveis para aqueles que buscam melhorar seus processos, mas o mais importante é entender o momento e a dosagem adequada de investir esforço em cada uma delas, com base em uma visão ampla do negócio, sem “modismos”.
Uma vez que a sua organização acreditar que a Melhoria Contínua é estratégica, que é a garantia da sobrevivência do negócio, ela terá dado um fundamental passo rumo ao sucesso!
Certamente quando a administração pública entender a importância de se eliminar desperdícios causados pela má gestão de nossas estradas, aeroportos, portos, a alta carga tributária, burocracia, e outros aspectos que tornam oneroso o famoso “custos Brasil”, as organizações que estiverem fazendo “seu dever de casa” sairão na frente, colocando-se em condição diferenciada de competitividade.
Portanto façamos deste momento a oportunidade de melhorar nossos negócios! Mãos à obra e sucesso a todos!
Natã Teodoro de Lima
Sigma Lean – Consultoria em Gestão
Cel. (11)95231-5530

Email nata@sigmalean.com.br
www.sigmalean.com.br

terça-feira, 14 de julho de 2015

ESSÊNCIA DOS 5S

Foi durante o curso (uma semana) com o "sensei" Nakata, sobre  os "Novos 5" que vários consultores fizeram em 1993 no Instituto de Engenharia em São Paulo, que entendi a verdadeira essência dos 5S.
Isso é contado nas últimas páginas do livro citado abaixo.
Como já escrevi, para quem quiser enviarei um página escaneada.
Trata-se de empatia, de organizar e deixar tudo limpinho, não só para mim, mas para o colega, o próximo, o cliente, a razão de ser de um empreendimento, por menor que seja.
Aqui em Diadema/SP, vejo vendedores de mandioca (geralmente junto com banana, por que?) empurrando carrinhos e portando uma balança. Mesmo eles, precisam atender bem um cliente. Se vender mandioca ruim, ninguém mais vai comprar dele. Se ele sujar a calçada, vai ser mal visto pelos clientes.

Afinal a vida se torna melhor para todos se cada um respeitar o outro. Se houver empatia.

Durante uma cerimônia do chá aprendi nuances do ritual que revelam a importância de se pensar no outro. Aliás, dia 16 de agosto de 2015 (domingo), haverá em São Paulo, perto da praça da Arvore onde uma professora japonesa vai mostrar suas alunas fazendo e servindo o chá. Quem quiser participar, deverá me avisar. Vagas muito limitadas!

Entenda, beba o conceito na fonte!





sexta-feira, 10 de julho de 2015

LIVRO DO "sensei" NAKATA


 
Nota: o site do prof. Nakata ( www.nakatakenji.net ) precisa ser melhorado. Para acessar o site  em Português, é preciso entrar no site em Japonês, descer até lá embaixo e  clicar no "Choose Language" e aí sim, clicar em Portuguese home page.



Em 2000, o prof. Kenji Nakata, consultor japonês que nos ministrou um curso sobre os "Novos 5", no Instituto de Engenharia, em São Paulo, publicou um livro sobre o tema que ele domina como poucos no mundo. Ele foi consultor do JICA (Japan International Cooperation Agency) e deu consultorias e palestras na Russia, Singapura, Malásia, Coréia, Argentina, Brasil entre outros.
Apesar de estar esgotado, muitos sebos ainda o têm. Recomendo sua leitura fortemente, pois foi ele que, em 1986, no Japão, foi o responsável por escrever sobre o mais importante dos "S", o quinto, pois aí está a essência dos "5S". No final do livro ele conta exemplos muito profundos.
Quem quiser, me peçam que enviarei páginas escaneadas.
Nem eu sabia disso e poucos sabem que dentro do quinto "S" existe a empatia também.

Abaixo algumas palavras dele e de pessoas que o conhecem.

"Administrar recursos humanos e materiais não é fácil. Muito menos ainda administrá-los de forma que resultem num produto perfeito. Este livro propõe a utilização máxima do potencial e da experiência dos colaboradores, de forma que a disciplina seja encarada como o suporte para a higiene, a ordenação, a limpeza e a arrumação. Fazer o colaborador sentir-se construtor da imagem da empresa e, assim, responsável pelo papel que nela desempenha, eis a arma para valorizar qualquer programa de qualidade."   
Kenji Nakata

A seguir, opinião de algumas pessoas de importantes setores:

"Muitos são os técnicos e engenheiros competentes no desenvolvimento e aplicação das tecnologias, como também muitos os executivos e profissionais de RH com sensibilidade e talento para a gestão de pessoas. Contudo, raros são aqueles que, como o engenheiro Kenji Nakata, sabem construir com visão, desenvoltura e determinação as  pontes entre os aspectos técnicos e humanos nas organizações. Um conjunto de ideias, exemplos, experiências e recomendações, esta obra representa o firme propósito do autor de ajudar as empresas brasileiras no desafio de reduzir as perdas e aumentar a competitividade, superando o simples compartilhar de seu saber e de sua competência."
Dario Miyake, Professor Doutor da Escola Politécnica da USP e membro do Conselho da Sociedade São Paulo AOTS Alumni e do Instituto de OFD e Gestão de Desenvolvimento de Produto.

"Eliminação de desperdício, criatividade e disciplina no meio produtivo e no lar são resultados de mensagens práticas com que o professor Nakata contribuiu com sucesso nas missões oficiais do governo japonês em diversos países, inclusive no Brasil, onde decidiu morar. Este é o primeiro de uma série de livros com os quais pretende retribuir o calor e entusiasmo com que foi aqui recebido. Seu grande objetivo é canalizar a capacidade de improvisação e comunicação do brasileiro em criatividade disciplinada."
A. Okabayashi, gerente da Construções e Comércio Camargo Corrêa S.A.

"Unindo a sabedoria do Oriente à criatividade brasileira, o professor Nakata aprofunda o conceito dos Novos 5S mostrando que sua aplicação é imprescindível para as empresas de classe mundial. Trata-se de uma leitura obrigatória para todos aqueles que se interessam pelas técnicas da qualidade."
Nestor Soares Tupinambá,  Coordenador da Divisão de Transportes do Instituto de Engenharia, assessor técnico da Gerência de Projetos do Metrô de São Paulo e conselheiro da AOTS.

quarta-feira, 8 de julho de 2015

KAIZEN

O que está escondido no "kanji" (ideograma japonês = chinês) da palavra KAIZEN?
Hoje eu quero compartilhar uma coisa  que eu não sabia anos atrás. 
Vejam esta figura:
Esta parte ("KAI") significa "mudança".
O interessante é que a parte esquerda significa "eu mesmo" ("self", em inglês) e na parte direita notam-se dois chicotes, significando que, se V. quer mudar, deve se mudar antes! E isso, muitas vezes, é doloroso! (Não é  verdade? Para a maioria das pessoas é!). Gandhi já falou: "Quer mudar o mundo? Mude a si mesmo, antes!".
A parte inferior significa "uma coisa boa", "para o melhor". 



Isso me foi contado pelo sul africano nascido no Japão (Hokkaido, lá no norte frio), Brad Schimdt, que, junto com o americano nascido lá também, o Jon Miller, fundou a consultoria Gemba Research, onde tive o prazer de trabalhar como diretor no Brasil.
Brad explica isso, em Inglês muito rápido,  neste curto video:


 Até a próxima, Hiroaki.

segunda-feira, 6 de julho de 2015

NOVO INÍCIO




Voltando a publicar um Blog, começo mostrando fotos tiradas depois de eventos chamados "Kaizen de 5 Dias" ou "Blitz Kaizen" . Kaizen significa melhoria, em japonês. São fotos em várias fábricas como a Philips de Manaus e da Terra do Fogo (Argentina).
Nesses eventos, as pessoas do "piso da fábrica" participam dando sugestões de melhoria de seus próprios trabalhos e os resultados obtidos em uma semana são surpreendentes deixando a diretoria muito satisfeita. Todos ganham! Aprendi a fazer Kaizen com meu amigo Jairo Ramalho (www.maximapro.com.br), ex presidente de uma grande consultoria mundial. Depois, eu fui o MD (Managing Director) de outra consultoria mundial, criada por um americano que nasceu no Japão, o Jon Miller. Em seguida trabalhei em outra grande consultoria com filiais em mais de 25 países, criada pelo famoso Masaaki Imai, que escreveu o livro "Kaizen", em 1986. Aprendi muito com todos eles. Muito obrigado, "senseis".

Estou aprendendo a mexer com blogs. 
A gente só aprende se praticar. 
Hoje, aos 73 anos, digo que a prática é até mais importante que a teoria. Só a teoria não serve para nada. A prática sem a teoria já é alguma coisa. Também digo que é melhor fazer alguma coisa que ficar só planejando, planejando, planejando. 

Quem quiser entrar no meu site, onde há mais materiais interessantes: 

Faço parte de uma organização mundial chamada BNI com mais de 8.000 grupos e que se reúne toda semana enquanto muitos ainda estão dormindo (das 7 h às 9 h) para fazer "networking" estruturado.Plantamos relacionamentos.